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Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Carapicuíba

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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Carapicuíba cresceu num pulso urbano intenso a partir dos anos 1960, quando glebas inteiras viraram loteamentos quase da noite para o dia. O relevo de morros baixos e vales encaixados, típico do oeste metropolitano, esconde uma variabilidade de solos que só se revela com investigação geotécnica criteriosa. Empreendimentos na região da Aldeia ou nas proximidades do Córrego Carapicuíba frequentemente interceptam camadas de silte argiloso e aterro sobre rocha alterada, onde a condutividade hidráulica define a viabilidade de escavações e a drenagem permanente. Nesses cenários, o ensaio de permeabilidade in situ com as técnicas Lefranc e Lugeon fornece o coeficiente de permeabilidade real do maciço, eliminando as incertezas das correlações indiretas de laboratório que subestimam a influência de fraturas e heterogeneidades locais.

Um ensaio Lugeon bem executado em maciço rochoso de Carapicuíba revela zonas de perda d'água que nenhuma sondagem rotativa consegue quantificar sozinha.

Procedimento e escopo

O equipamento que mobilizamos em Carapicuíba é compacto mas robusto: um conjunto de hastes perfuradas, obturador pneumático duplo para ensaios Lugeon em rocha, e célula de carga digital com registro contínuo de pressão. Nos ensaios Lefranc em solo, usamos cavidades cilíndricas no fundo do furo, com injeção ou bombeamento a carga constante ou variável, todas monitoradas por transdutores eletrônicos. A água utilizada é do próprio aquífero local, quando possível, para não alterar a química do solo — detalhe que faz diferença nos siltes da Formação São Paulo. A calibração do sistema segue a ABNT NBR 16210:2020, e os dados são processados pelo método de Hvorslev para o regime transiente, garantindo que o relatório final entregue o valor de k (cm/s) com a confiabilidade que projetos de rebaixamento de lençol e contenções exigem.
Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Carapicuíba
Imagem técnica de referência — Carapicuíba

Particularidades da região

Acompanhamos de perto uma obra comercial de cinco pavimentos na região central de Carapicuíba onde o projetista ignorou a investigação de permeabilidade in situ, confiando apenas em granulometria de amostras deformadas. O subsolo, um silte areno-argiloso com lentes de areia fina, apresentava k real três ordens de grandeza superior ao estimado. Durante a escavação do segundo subsolo, o fluxo d'água carreou finos para dentro da cava, gerando erosão interna e recalques nas edificações vizinhas. O custo da contenção emergencial com pranchadas e drenagem forçada superou em muito o de uma campanha de ensaios Lefranc. Em Carapicuíba, onde a expansão urbana pressiona terrenos antes evitados, ignorar a condutividade hidráulica é uma aposta técnica que raramente compensa.

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Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Método para soloLefranc (carga constante/variável)
Método para rochaLugeon (obturador simples/duplo)
Norma de ensaioABNT NBR 16210:2020
Unidade de medidacm/s (coeficiente de permeabilidade k)
Profundidade máxima típicaAté 60 m com equipamento padrão
Diâmetro do trecho ensaiado (Lefranc)76 a 150 mm
Estágios de pressão Lugeon5 estágios, pressão máxima de 1 MPa

Serviços técnicos vinculados

01

Ensaio Lefranc em solo

Execução de ensaios de permeabilidade em furos de sondagem, com medição de carga constante ou variável, ideal para solos sedimentares e coluvionares de Carapicuíba.

02

Ensaio Lugeon em rocha

Investigação da condutividade hidráulica em maciços rochosos fraturados com obturador pneumático, essencial para fundações de pontes e túneis na região.

03

Perfil de permeabilidade

Levantamento contínuo do coeficiente k ao longo da profundidade, integrando resultados Lefranc com a estratigrafia da sondagem SPT.

04

Relatório de parâmetros hidrogeológicos

Documento técnico com cálculo de k, transmissividade e recomendações para projeto de rebaixamento, incluindo análise de gradientes críticos.

Marco normativo

ABNT NBR 16210:2020 — Ensaio de permeabilidade in situ (Lefranc e Lugeon), ABNT NBR 6484:2020 — Sondagem de simples reconhecimento com SPT, ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações

Dúvidas comuns

Qual a diferença entre o ensaio Lefranc e o ensaio Lugeon, e quando usar cada um em Carapicuíba?

O ensaio Lefranc é adequado para solos e saprolitos, medindo a permeabilidade em um trecho curto do furo abaixo do revestimento. Já o Lugeon, com obturador pneumático, isola segmentos em rocha para injetar água sob pressão controlada. Em Carapicuíba, usamos Lefranc nas argilas siltosas e aterros, e Lugeon quando a sondagem atinge o embasamento cristalino alterado, comum nos morros da região.

Qual o custo de um ensaio de permeabilidade in situ em Carapicuíba?

O valor unitário por ensaio Lefranc ou Lugeon situa-se na faixa de R$1.310 a R$2.150, dependendo da profundidade do trecho ensaiado, da necessidade de obturador duplo em Lugeon e da logística de acesso ao local da obra. Para campanhas com múltiplos ensaios, o custo unitário é reduzido pela diluição dos custos de mobilização do equipamento.

Em que fase da obra devo solicitar o ensaio de permeabilidade?

O ideal é integrar os ensaios de permeabilidade à campanha de sondagem de simples reconhecimento, assim que a estratigrafia indicar a presença de horizontes saturados ou rocha fraturada. Em Carapicuíba, recomendamos executá-los durante a investigação preliminar, antes do dimensionamento do sistema de rebaixamento ou contenção, para que os valores de k alimentem diretamente o modelo geotécnico.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Carapicuíba e arredores.

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